quinta-feira, 15 de março de 2012

Resumo do Livro Iracema

Por José de Alencar

 Romance indianista. Iracema é uma índia tabajara que, ao ver Martim, um branco de "cabelos cor de sol", atira-lhe uma flecha. Mas logo a seguir quebra a flecha e salva-o, levando para a taba de seu pai, onde e é recebido e mostra conhecer bem os índios. Iracema e Martim se apaixonam, apesar deste ter uma noiva lhe esperando. 
Apesar dos pretendentes e de Caubi, seu irmão, Iracema e Martim fogem com a ajuda de Poti, um índio potiguara, amigo de Martim e inimigo dos tabajaras. (Poti é um personagem histórico: viria a se tornar Felipe Camarão, um dos combatentes que expulsaram os holandeses do Brasil.) Eles se estabelecem perto do mar e vivem felizes no começo. Um dia Iracema engravida e logo depois Martim vai à guerra e volta. 
Meses mais tarde, deprimido e com saudades da terra, entristece involuntariamente Iracema. Ele e Poti lutam mais uma guerra enquanto Iracema dá a luz e é visitada por seu irmão, Caubi, que a perdoa. Quando Martim e Poti voltam, Iracema morre e Moacir, seu filho, fica aos cuidados de Martim. O romance é uma tentativa de criar uma lenda para a origem do Ceará, já que Moacir, filho de Iracema e Martim, é o primeiro habitante do Ceará. A descrição da terra é minuciosamente ufanista e as qualidades e linguagem indígenas lembram as de cavaleiros medievais.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Novela de cavalaria e literatura de Cordel

As novelas de cavalaria foram muito marcantes na cultura e literatura portuguesas; Surgiram na época do Trovadorismo em Portugal, narrando acontecimentos históricos e guerreiros, com personagens corajosos e leais, com espírito cavalheiresco, os quais viviam uma vida cheia de perigos e aventuras, ressaltando assim as virtudes dos heróis.
Alguns cordéis apresentam um tom de heroísmo, como por exemplo o folheto “Antonio Silvino, o rei dos cangaceiros” de Leandro Gomes de Barros, que traz já no título esta característica. O personagem principal é um herói, valente, lutador, porém a história narrada no cordel é adaptada, assim como os portugueses o fizeram com as novelas francesas, à realidade nordestina, abordando temas típicos como a miséria, a fome, a seca, etc. É assim que acontece com a grande maioria dos cordéis. Eles tratam de temas tipicamente nordestinos, ou quando muito, criticam a política ou sociedade brasileiras.
Novelas de Cavalaria e cordéis possuem muitos traços em comum, como por exemplo o uso de fatos fantásticos e a abordagem de valores morais e espirituais comuns à sociedade.
Usa-se de fatos fantásticos para dar mais ênfase ao seu trabalho, isso acontece principalmente quando ele retrata Antonio Silvino, que além de corajoso como era o real, suportava vários dias sem comer e sem beber, além de nunca ter sido pego por uma onça que comeu seu companheiro quando passou mais de um mês numa montanha escondido.
Para finalizar essa rápida comparação entre as novelas de cavalaria e o romance de cordel, concluímos que tanto o romance de cordel como as novelas de cavalaria tem muitos traços incomuns, como já foi falado antes, onde ambos abordam em suas narrativas os valores morais e espirituais que se relaciona ao bem comum a todos.
O texto do cordel, no entanto é adequado a uma realidade social, para que seja aceito pelo público, e por isso, ao contrário do artista erudito, se detém à tradição e ao modo de viver e falar popular, sem interferir no texto original, preservando-o com o objetivo de fazer referência à própria cultura.